Contentores de lixo na rua


Não confirmo o que me disseram, mas a ser verdade, pergunto se apenas os munícipes da cidade de Lisboa têm deveres e obrigações e a Câmara pode fazer o que muito bem entender?

O que me contaram foi que um munícipe foi multado em € 30,00 por ter colocado um contentor de lixo na rua, fora das horas regulamentadas. Ora, nessa zona, existem “montes” de contentores de lixo espalhados pelos passeios 24 sobre 24 horas e ninguém é “coimado”. Selectividade na escolha dos munícipes?

E quando a Câmara não recolhe o lixo nas datas estipuladas por ela mesmo? Não lhe deveria ser aplicada uma coima pela infracção ao seu próprio programa? Não pagamos, nós, utentes e munícipes, taxas, sobretaxas e taxinhas na factura da EPAL para alimentar a Câmara Municipal de Lisboa que não procede diariamente à limpeza urbana, à recolha selectiva e programada do lixo (lixo doméstico, cartões e plásticos), à lavagem das ruas, sendo que o que pago na factura da EPAL referente a essas taxas é o DOBRO do consumo desse precioso líquido?

Secção II: Horário de Deposição dos Resíduos Sólidos Urbanos

Artigo 19º

1. O horário de deposição dos RSU é o seguinte:

a) Nos locais onde a remoção se efectua através de recipientes de utilização colectiva existentes na via pública, a que se refere a alínea c) do nº1 do artigo 15º, entre as 18 horas do dia anterior e as 6 horas do dia em que se efectua a remoção se esta se efectuar em horário diurno e entre as 18 e as 23 horas das noites em que se efectue a remoção, quando esta for nocturna;

b) Entre as 8 horas e as 22 horas, nos equipamentos destinados a recolhas selectivas de vidro, colocados na via pública;

c) A qualquer hora do dia nos restantes equipamentos destinados a recolhas selectivas, a que se refere a alínea d) do nº1 do artigo 15º.

2. O horário de colocação na via pública dos equipamentos definidos nas alíneas a) e b) do nº 1 do artº 15º, é entre as 19 e as 23 horas das noites em que se efectue a remoção, junto à porta de serviço, devendo ser retirados até às 10 horas do dia seguinte.

3. Para áreas específicas do Município e tendo em conta o horário de remoção, os horários previstos nos números anteriores, podem ser alterados pela Câmara Municipal de Lisboa através de comunicação do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos.

4. A deposição das fracções valorizáveis de RSU, deve ser efectuada nas condições e em horário a definir pela Câmara Municipal de Lisboa através do Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos.

Preocupa-se a C.M.L. em “coimar” quem coloca o contentor do lixo fora de horas na rua mas já não se INCOMODA com o estacionamento selvagem em cima dos passeios, das passadeiras para peões, das paragens dos transportes públicos, em INFRACÇÃO aos artigos 48º. e 49º. do Código da Estrada?

Que raio de princípios são estes? Para que serve, afinal, a trampa do Código da Estrada se NINGUÉM o cumpre, nem o fazem cumprir por quem de direito e com autoridade para isso? Fazer idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida, circularem pela estrada com risco de atropelamento ou esmagamento, não é motivo para agirem? Ou estão à espera do dia em que aconteça alguma desgraça para depois tomarem as devidas providências já que quem INFRINGE a lei não sabe o que significam as palavras CIDADANIA e CIVISMO?

São inúmeras as vezes que dois autocarros da Carris, circulando em sentido contrário, têm de fazer inúmeras manobras para poderem passar um pelo outro porque os passeios de ambos os lados da estrada estão carregados de latas de duas e quatro rodas! Situação digna de um país terceiro mundista!

 

Anúncios

El método para aparcar fatal en Lisboa sin que te multen


Até o El País, jornal de referência em Espanha, apresenta Lisboa como o pior exemplo da Europa em termos de estacionamento ilegal. Quem fica vergonhosamente mal visto com este artigo do El País? Obviamente a Polícia Municipal de Lisboa (serve esta mesmo para quê?) e a EMEL, que também tem autoridade para autuar carros ilegalmente estacionados.

Diz-nos também o artigo, que no primeiro ano da introdução da carta por pontos, em Portugal, nenhum automobilista ficou sem carta, algo completamente inédito no panorama mundial. O laxismo das autoridades, de acordo com o artigo, é caso único no mundo, tal a complacência e a total inoperância das autoridades. Ou seja, como se refere em Inglês, o enforcement do Código da Estrada é simplesmente um verdadeiro fiasco. Não que não tenhamos agentes da autoridade, têmo-los em maior número até, comparativamente com outras forças policiais. A sua inoperância e laxismo é que são de facto ímpares no panorama europeia, tudo, claro, com a conivência comprometedora da sociedade civil. Pode lê-lo AQUI no site do El País.

In Passeio Livre
28/09/2018

 

Há anos atrás, ainda minha esposa era viva, com Alzheimer e DPOC, solicitei à Polícia Municipal/C.M.L. parqueamento por duas horas no período da manhã e duas horas no período  da tarde, para que a viatura que a vinha buscar e trazer para o Centro de Dia, pudesse estacionar em frente à porta do prédio dado que o passeio estava (e continua a estar de ambos os lados da rua) carregado de latas de 4 e duas rodas, ocupando literalmente todo o passeio e quase encostados à parede do prédio, uma vez que, além dessas terríveis doenças, ela era invisual e tinha muita dificuldade em andar (mobilidade reduzidíssima).

Como o motorista da carrinha do Centro de Dia, não queria estacionar em segunda fila para não ser multado (justificava-se ele), sabendo das dificuldades motoras e físicas de uma doente neste estado, ela era obrigada a andar uns metros para a frente da porta do prédio e pela estrada com a ajuda de uma funcionária do Centro, a fim de entrar na carrinha. À tarde, repetia-se a mesma dose.

A resposta que obtive do  comandante da Polícia Municipal/C.M.L. foi que não podia conceder essa autorização de estacionamento temporário porque neste local não existiam condições para estacionar…!!!

No entanto, o estacionamento selvagem sempre aqui existiu, a polícia tem conhecimento desse facto e não actua como seria sua obrigação, ou seja, fazer cumprir o Código da Estrada, nomeadamente os artigos 48º. e 49º., porque existem grunhos que além de estacionarem em cima do passeio, ainda bloqueiam a porta do prédio, tendo de pedir a intervenção da polícia para resolver a infracção. A última chamada neste sentido, resultou no reboque da lata de 4 rodas. Ficam algumas imagens que contrariam a informação do comandante da P.M.:

 

Ainda há lugares para estacionar sem pagar em Lisboa? Sim, mas não é fácil encontrá-los


Alcântara

A falta de lugares de estacionamento é também um problema em Alcântara, para moradores, comerciantes e para quem quer simplesmente passear no bairro. A rua Luís de Camões é livre de parquímetros e uma boa alternativa. Mas a proximidade com o LX Factory complica, ainda mais, a aventura que pode ser tentar encontrar um lugar para estacionar o carro.

Rua Luís de Camões
© Google

Na Rua Luís de Camões, em Santo Amaro, o passeio do lado direito de quem desce e até no outro lado em alguns locais, o estacionamento é efectuado em cima do passeio, em INFRACÇÃO ao artº. 48º. do Código da Estrada. Há anos que passo por aquela rua e foi sempre assim.

Mas se existe INFRACÇÃO à Lei, porque raio a polícia não actua e pune os infractores? Resposta: isto é Portugal, cambada!!!

SUBSECÇÃO VI

Paragem e estacionamento

Artigo 48.º

Como devem efectuar-se

1 – Considera-se paragem a imobilização de um veículo pelo tempo estritamente necessário para a entrada ou saída de passageiros ou para breves operações de carga ou descarga, desde que o condutor esteja pronto a retomar a marcha e o
faça sempre que estiver a impedir ou a dificultar a passagem de outros veículos.

2 – Considera-se estacionamento a imobilização de um veículo que não constitua paragem e que não seja motivada por circunstâncias próprias da circulação.

3 – Fora das localidades, a paragem e o estacionamento devem fazer-se fora das faixas de rodagem ou, sendo isso impossível e apenas no caso de paragem, o mais próximo possível do respectivo limite direito, paralelamente a este e no sentido da marcha.

4 – Dentro das localidades, a paragem e o estacionamento devem fazer-se nos locais especialmente destinados a esse efeito e pela forma indicada ou na faixa de rodagem, o mais próximo possível do respectivo limite direito, paralelamente a este e no sentido da marcha.

5 – Ao estacionar o veículo, o condutor deve deixar os intervalos indispensáveis à saída de outros veículos, à ocupação dos espaços vagos e ao fácil acesso aos prédios, bem como tomar as precauções indispensáveis para evitar que aquele se ponha em movimento.

6 – Quem infringir o disposto nos n.os 4 e 5 é sancionado com coima de € 30 a € 150.

Artigo 49.º

Proibição de paragem ou estacionamento

1 – É proibido parar ou estacionar:

a) Nas rotundas, pontes, túneis, passagens de nível, passagens inferiores ou superiores e em todos os lugares de visibilidade insuficiente;

b) A menos de 5 m para um e outro lado dos cruzamentos, entroncamentos ou rotundas, sem prejuízo do disposto na alínea e) do presente número e na alínea a) do n.º 2;

c) A menos de 5 m para a frente e 25 m para trás dos sinais indicativos da paragem dos veículos de transporte colectivo de passageiros ou a menos de 6 m para trás daqueles sinais quando os referidos veículos transitem sobre carris;

d) A menos de 5 m antes e nas passagens assinaladas para a travessia de peões ou de velocípedes;

e) A menos de 20 m antes dos sinais verticais ou luminosos se a altura dos veículos, incluindo a respectiva carga, os encobrir;

f) Nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direccionais, nas placas centrais das rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões;

g) Na faixa de rodagem sempre que esteja sinalizada com linha longitudinal contínua e a distância entre esta e o veículo seja inferior a 3 m.

2 – Fora das localidades, é ainda proibido:

a) Parar ou estacionar a menos de 50 m para um e outro lado dos cruzamentos, entroncamentos, rotundas, curvas ou lombas de visibilidade reduzida;

b) Estacionar nas faixas de rodagem;

c) Parar na faixa de rodagem, salvo nas condições previstas no n.º 3 do artigo anterior.

3 – Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de € 30 a € 150, salvo se se tratar de paragem ou estacionamento nas passagens de peões ou de velocípedes e nos passeios, impedindo a passagem de peões, caso em que a coima é de € 60 a € 300.

4 – Quem infringir o disposto no n.º 2 é sancionado com coima de € 60 a € 300, salvo se se tratar de estacionamento de noite nas faixas de rodagem, caso em que a coima é de € 250 a € 1250.

Doa a quem doer, as LEIS SÃO PARA SEREM CUMPRIDAS e não existe a desculpa esfarrapada que “estaciono em cima do passeio, da passadeira, da paragem do autocarro e em frente à porta de um prédio porque não tenho lugar para estacionar“.

Se não tem lugar autorizado para estaciona, ande de transportes públicos (mas isso é para a ralé) ou estacione em local que não seja proibido (mas isso é ter de andar uma porrada de metros até chegar ao prédio onde moro…).

Para estes grunhos que apresentam este tipo de desculpas, o ideal seria os prédios onde residem terem uma porta larga onde coubesse a lata e um elevador para levar a lata até ao andar onde reside. Mas para isso também existe solução mas não é na cidade. Nos arredores, existem locais onde podem construir ou comprar vivendas com terreno para estacionar sem incomodarem ninguém e a poucos minutos da cidade… Até fica mais barata esta solução (vivenda incluída) que comprar um andar em Lisboa, alguns retocados, no valor de centenas de euros.

Este artigo vem a propósito de uma peça publicada no Diário de Notícias a seguir mencionada:

Ainda há lugares para estacionar sem pagar em Lisboa? Sim, mas não é fácil encontrá-los

https://www.dn.pt/cidades/interior/ainda-ha-lugares-para-estacionar-sem-pagar-em-lisboa-sim-mas-nao-facil-encontra-los-10119845.html

01/11/2018

Dia de Finados


Sr. Fernando Medina, excelso presidente da Câmara Municipal de Lisboa que tem sob a sua gerência, a Carris, Vossa Excelência tem pópó para se deslocar quando necessita, não é ?

Mas existem muitas pessoas que não têm pópó, nem scooter, nem lambreta, nem trotineta e têm (são obrigadas) a viajar nos transportes públicos, neste caso, na Carris, pagando o seu título de transporte mensal antecipadamente (passe social).

Ora, hoje Dia de Finados, Feriado Nacional,  estive UMA HORA (SESSENTA MINUTOS), pelas 16:00 horas. à espera da carreira 742! Por mero acaso, não chovia, o Sol ia e vinha mas caramba! SESSENTA MINUTOS à espera de uma carreira quando há uns anos atrás, ainda Vossa Excelência não era o gerente da Carris, neste dia, reforçavam as carreiras para as pessoas (aquelas que não têm pópó, nem scooter, nem lambreta, nem trotineta e têm (são obrigadas) a viajar nos transportes públicos, neste caso, na Carris) poderem deslocar-se aos cemitérios e visitarem os seus finados!

É esta a consideração que Vossa Excelência tem pelos utentes da Carris, pelos munícipes, pelos cidadãos da capital!

Não conte com o meu voto nas próximas eleições. Em si e muito menos no partido a que pertence.

Isso, garanto-lhe eu!

01/11/2018

Recolha do Lixo


Não é a primeira vez, nem será a última, que a recolha do lixo não é feita, deixando os contentores atulhados de lixo e, como estão na via pública, adicionando o facto de estarem ao Sol e ao calor, o cheiro começa a ser nauseabundo. Ontem à noite, foi dia de NÃO RECOLHA, embora o deva ser às terças, quintas e sábados.

Mas as taxas e taxinhas, essas não são “esquecidas” na factura da EPAL, todos os meses. E não são assim tão suaves como muitos pensam… Eu pago de consumo de água € 2,56 e a factura vem com € 16,54.

A diferença é para pagar:

  • tarifa RU – C.M. Lisboa
  • saneamento C.M. Lisboa
  • adicional C.M. Lisboa
  •  taxa recursos hídricos ARH
  • taxa recursos hídricos  SAN ARH
  • taxa de gestão RU

E viva a EFICÁCIA!

Continua o estacionamento selvagem…


… sem que sejam tomadas providências por parte das autoridades competentes para resolvê-los. Isto, quando existe uma INFRACÇÃO ÀS LEIS, nomeadamente aos artigos 48º. e 49º. do Código da Estrada, que todo aquele que conduz tem OBRIGAÇÃO de conhecer e RESPEITAR.

Estacionamento em cima dos passeios e bloqueando portas de prédios, em cima da passadeira, na zona de paragem dos transportes públicos (Carris), fazendo com que os peôes tenham de andar pela estrada com risco da própria vida.

Só quando realmente acontecer alguma fatalidade e alguém ficar esmagado – e mesmo assim duvido que resolva a situação -, acontecerá eventualmente alguma coisa para acabar com esta selvajaria, falta de civismo e cidadania, própria de grunhos labregos.

29/10/2018

Piso abate em Alcântara devido a rotura de conduta da EPAL


Piso abateu na Rua Maria Pia. Trânsito está cortado

Foto Nuno Pinto Fernandes/ Global Imagens

O trânsito na Rua Maria Pia, em Lisboa, está cortado nos dois sentidos por causa de uma rotura numa conduta da EPAL, que provocou o abatimento do piso, disse à Lusa fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros.

Segundo a fonte, a rotura provocou o abatimento do piso junto ao n.4 da Rua Maria Pia, na zona de Alcântara, e obrigou ao corte total do trânsito. No local, pelas 09:30, estavam 16 homens e quatro viaturas do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, assim como a PSP.

A circulação de comboios entre Ponte Santana e Alcântara-Terra também foi suspensa devido ao acumular, no túnel de Alcântara, de água proveniente da conduta que rebentou, divulgou a Infra-estrutura de Portugal (IP).

Segundo a IP, além da água acumulada, uma barreira acabou também por cair na linha férrea.

A EPAL espera resolver até ao final da manhã os problemas de abastecimento de água nalgumas ruas que foram provocados por esta rotura.

Segundo a empresa, faltou a água em parte da Rua Maria Pia e em parte da Rua Arco do Carvalhão, assim como na Calçada dos sete Moinhos.

“As equipas da EPAL estão no local a realizar manobras de rede no sentido de regularizar o abastecimento de água nas referidas ruas até ao final desta manhã”, refere a empresa, com comunicado.

A EPAL apela ainda à compreensão e colaboração dos consumidores, para evitarem consumos excessivos.

Segundo fonte dos bombeiros, no local, pelas 09:30, estavam 16 homens e quatro viaturas do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, assim como a PSP.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Outubro 2018 — 09:38